segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Do jeito que o diabo gosta: Belzebuth Extra Forte

Vem da França, através da cervejaria Brasserie Grain d'Orge, a cerveja mais forte desse grupo diabólico (e a mais forte também entre as Belzebuth), a Belzebuth Extra Forte.


Essa cerveja francesa tem uma bonita cor âmbar, espuma de boa formação mas média duração, além de 13% de teor alcoólico.

No aroma, álcool, assim logo de cara, como um cartão de boas vindas, além de notas picantes e uma sensação de cítricos.

O paladar segue o aroma, com o álcool também em evidência, além de laranja e malte.

É bastante doce e potente, com o álcool encobrindo qualquer aroma e sabor da cerveja. Como potência não é nada sem controle, o mestre cervejeiro quis fazer uma cerveja extrema. Como resultado, uma cerveja bastante desequilibrada. Vale a curiosidade. Só isso.


----------------------------------------------------------

video

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Notícias cervejeiras

Heineken tenta "ressuscitar" a Kaiser

Marili Ribeiro

Um dado revelador do mercado de cervejas fez a holandesa Heineken investir na tentativa de "ressurreuição" da combalida marca Kaiser: somente 5% dos bebedores de cerveja são fiéis a marca nos pontos de venda.

Bares, botecos e restaurantes representam mais de 70% do consumo da bebida no Brasil. É ali, sentados com os amigos, que os clientes pedem a garrafa que estiver mais gelada. Não importa a marca - desde, lógico, que esteja no time dos rótulos que tenham boa reputação entre o público. E, percepção de qualidade se constrói com marketing.

Esse dado, divulgado pela própria Heineken, foi somado à constatação de uma pesquisa que mostrou que quatro em dez consumidores citam espontaneamente a Kaiser quando perguntados por rótulos de cerveja. Pronto, estavam dadas as condições para motivar o "relançamento" da Kaiser.

A Heineken encomendou amplo estudo para definir o tratamento que daria ao portfólio que comprou, há menos de dois anos, da mexicana Femsa. Depois que perdeu a Cervejaria Schincariol para a japonesa Kirin, cuja compra era dada como certa, havia muita especulação sobre qual estratégia adotaria para conquistar mercado e sair dos atuais 9,5% de participação total no mercado nacional.

A compra da Schin seria o pulo ideal. Mas não deu certo. E, para surpresa de muitos, a holandesa resolveu apostar suas fichas na recuperação de mercado da Kaiser.

Passado Glorioso

A marca, que andou à deriva e hoje se limita a ter pouco mais de 4% de participação de mercado, já foi uma das rainhas do consumo e rivalizava com a Brahma. Aliás, a acirrada briga pelo público entre ambas foi um dos motivos que levou à criação da Ambev, com a Cervejaria Brahma comprando a centenária Antarctica, que já tinha perdido posição para a Kaiser.
Em 1999, a Kaiser ocupava o segundo posto em vendas no Brasil, com 26,2% de participação, atrás apenas da Brahma, que detinha 34,25% das vendas. A Antarctica tinha 19,5%.

Criada no começo dos anos 80, como investimento de engarrafadores da Coca-Cola para combater a prática da venda casada, a Kaiser caiu nas graças dos consumidores. Foi a Heineken quem desenvolveu o produto, há 30 anos.

Esse passado glorioso teve peso nas avaliações da companhia sobre como crescer no Brasil. Tanto que a marca ganhará mais da metade da verba de marketing da Heineken no próximo ano. O preço, que ficará 10% abaixo da concorrência, deve estimular as vendas, mesmo com o atual consumo em queda - as vendas caíram 1% no último trimestre, mas a Kaiser cresceu 4,5%.

Relançamentos

A tática na recuperação de rótulos não é novidade na companhia. "Nossa experiência pelo mundo tem mostrado que não há sucesso em lançar uma marca nova a partir do zero para conquistar um mercado", diz Nuno Teles, vice-presidente de marketing da Heineken Brasil. "Pelo contrário, estamos conseguindo bastante resultado com relançamento de cervejas já estabelecidas no mercado". Entre os casos que o executivo citou está a portuguesa Sagres, a italiana Birra Moretti e a Australiana Foster´s. Todas fazem parte do portifólio global da companhia, terceira maior fabricante mundial.

No jogo global, o Brasil é praça cobiçada pela capacidade de expansão de consumo, o que é inexistente em muitos países maduros.

www.estadao.com.br

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Do jeito que o diabo gosta: La Bière du Démon

La Bière du Demon e seus 12° de prazer diabólico é a aposta da cervejaria francesa Brasseur de Gayant no seguimento de "bebidas diabólicas".


Dourada, espuma de boa formação e duração, além de impressionantes 12% de teor alcoólico.

Ao contrário da Duvel e da Lucifer, bastante equilibradas, essa cerveja já mostra logo de cara seu grande destaque, se pudermos falar assim: o álcool. 

Tanto no aroma quanto no paladar, ele domina todas as sensações, trazendo uma cerveja adocicada, e ao final, além do amargor, a sensação de aquecimento da boca.

Desequilibrada, com pouco drinkability, chegando a lembrar da Amsterdam Maximator (outra cerveja de altíssimo teor alcoólico e desequilíbrio), mas vale a experiência.

----------------------------------------------------------

video

www.brasseurs-gayant.com

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Do jeito que o diabo gosta: Lucifer

Graças ao sucesso da Duvel, muitas outras cervejarias resolveram se inspirar a criar cervejas "diabólicas". A Lucifer não é diferente.

A Lucifer entrou no mercado nos anos 80 pela Liefmans. Depois que a cervejaria faliu, a Lucifer passou para o controle da Duvel Moortgat. Esta, porém, mais concentrada na produção nas cervejas da Liefmans, em acordo com a Het Anker, passou os direitos de produção para esta última.


De cor dourada, levemente turva, com espuma de excelente formação e duração, além de 8% de teor alcoólico.

No aroma, cítricos, especiarias, um bom dulçor, além de uma leve sensação de álcool.

O sabor segue o aroma: cítricos, maçã, especiarias, doce bem equilibrado, com o álcool muito bem inserido na cerveja, ajudando a dar certa personalidade.

Apesar do alto teor alcoólico, é uma cerveja drinkability, sendo uma boa representante das cervejas diabólicas. Vale a pena experimentar.

----------------------------------------------------------

video

www.hetanker.be/

domingo, 13 de novembro de 2011

Hummmm... lugares da cerveja


US soldiers getting lined up for Coke and beer.

Location: Cuba
Date taken: November 13, 1962
Photographer: Robert W. Kelley

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Festival Brasileiro da Cerveja 2011

E começa na próxima semana, nos dias 17, 18 e 19 de novembro mais uma edição do Festival Brasileiro de Cervejas, evento que reúne cervejarias, cervejeiros e nós, consumidores, cujo objetivo é expor e comercializar cervejas, tendo o público acesso a uma gama de cervejas diferentes.

A exemplo do ano passado, além da degustação de cervejas especiais, haverá palestras e uma feira de equipamentos, insumos etc.

O festival será realizado em Blumenau, Santa Catarina, e custará R$ 20,00 para assistir às palestras. E quem adquirir um ingresso para assistir a uma palestra não pagará a entrada, que será de R$ 10,00.

Mais informações, vocês encontram aqui!

Notícias cervejeiras

Cerveja mais cara impulsiona resultados da AB InBev


A Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo, teve lucro no terceiro trimestre bem acima do que o esperado depois de cobrar mais caro pela mesma quantidade de cerveja.


A fabricante da Budweiser, Stella Artois e Beck's convenceu os brasileiros a pagarem preços mais altos e viu os consumidores norte-americanos mudarem para marcas mais caras apesar do esfriamento da economia.


A companhia com sede na Bélgica informou nesta quarta-feira que teve alta de 5,5% no Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em relação a um ano antes, para US$ 3,97 bilhões, acima da previsão de mercado de US$ 3,88 bilhões.


O volume total de cerveja e outras bebidas caiu 0,2% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, mas a receita subiu 3,6%.


A companhia espera um impulso no volume de vendas no quarto trimestre, principalmente por causa dos níveis relativamente baixos no Brasil um ano antes.


O aumento do custo das commodities pode ser compensado por mecanismos de hedge, economias em novos contratos  e melhor eficiência, afirmou a AB InBev.


Em contraste, a dinamarquesa Carlsberg, quarta maior fabricante de cerveja do mundo, anunciou resultados nesta quarta-feira abaixo das expectativas e perdeu grande fatia de mercado na Rússia, embora tenha mantido a previsão para o fechamento do ano.


Em outubro, a Heineken tinha anunciado um surpreendente aumento no volume de vendas e na receita, ajudada por recuperação na Rússia e pelo fortalecimento de mercados na África.


www.folha.com.br


----------------------------------------------------------


Ambev investe R$ 793 milhões na "China brasileira"


Tatiana Freitas


A Ambev está investindo R$ 793 milhões este ano no Nordeste, região apelidada internamente pela fabricante de bebidas como "a China brasileira", devido ao seu forte crescimento econômico.


Os recursos fazem parte do pacote de R$ 2,5 bilhões já anunciado pela empresa para este ano e só perde, na divisão regional, para o Sudeste, que recebe R$ 1 bilhão.


"O potencial de crescimento no Nordeste é muito grande. Em 2010, a indústria de cerveja cresceu 18% na região, mais que o dobro da média nacional, que foi de 8%", disse à Folha Nelson Jamel, diretor de Relações com Investidores da Ambev.


O baixo consumo per capita comprova a oportunidade, Segundo Jamel, enquanto o brasileiro bebe 62 litros de cerveja por ano, o nordestino consome 45 litros anuais.


Desde 2009, a Ambev reforçou os investimentos em capacidade de produção no Nordeste, onde a participação de mercado da empresa é inferior à média brasileira.


Com a construção de uma fábrica em Pernambuco, que entra em operação neste mês, e expansões na Bahia, Maranhão e Paraíba, a companhia aumentou em 70% a sua capacidade de produção na região nos últimos dois anos.


A maior disponibilidade de produto resultou em ganho de mercado na região, diz Jamel, que não revela números.


O fortalecimento da empresa no Nordeste também acontece no momento em que a líder na região, a Schincariol, deve se fortalecer após ser comprada pela japonesa Kirin. "O nosso foco no Nordeste é independentemente das mudanças no concorrente, garante Jamel.


O destaque entre os aportes deste ano é a fábrica do município de Aquiraz, no Ceará. Estão sendo destinados R$ 245 milhões para a implantação do processo de produção de cerveja e melhorias na linha de refrigerantes. A capacidade vai mais do que dobrar, para 8 milhões de hectolitros.


Ontem, a companhia divulgou um lucro de R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre, queda de 7% em relação ao mesmo período de 2010.


O resultado foi influenciado por um aumento nas despesas financeiras, causadas pelo câmbio. A desvalorização do real no período provocou perdas para a filial brasileira nas operações com outras empresas do grupo.


O volume de vendas de bebidas, porém, se recuperou. As de cerveja aumentaram 1,7% no Brasil e as de bebidas não alcoólicas, 6,4%.


Folha de S. Paulo, Mercado B6, 10/11/2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Do jeito que o diabo gosta: Duvel

A cerveja sempre esteve ligada à Igreja e à religião. Na Idade Média, por exemplo, as maiores cervejarias eram abadias e mosteiros. Além disso, numa época em que somente os padres sabiam ler e escrever, eles foram os responsáveis pela perpetuação das receitas de cerveja.

Abott´s Ale, The Bishop´s Tipple, Augustinian, Bière des Templiers, Paulaner, Franziskaner, Tripel Karmeliet, as trapistas e várias outras marcas são testemunhas do fato de que a história da cerveja está diretamente ligada à religião.

Até mesmo o maior e mais famoso festival de cerveja do mundo, a Oktoberfest, de Munique, tem raízes religiosas. München, como é chamada a cidade de Munique na Alemanha, quer dizer "o lugar dos monges".

video
Cena do filme Robin Hood, de 1991.

Mas onde tem o bem, tem o mal. E então, aproveitando o gancho do Halloween que passou recentemente, resolvi elencar algumas cervejas "diabólicas".

E não poderia deixar de começar com a cerveja que praticamente define um estilo, tanto no nome quanto de cerveja: a Duvel.

A história começa com a família Moortgat, mais precisamente com Albert Moortgat que, em 1918, começou a produzir uma cerveja batizada de Victory Ale, em homenagem ao término da 1º Guerra Mundial.
Segundo algumas fontes, a Duvel surgiu em 1923, quando um amigo de Albert, que ao provar a cerveja, a descreveu que a cerveja era um verdadeiro diabo, algo como "nem echten duvel". Foi a deixa para a cerveja ser rebatizada como Duvel (diabo em flamengo). E é a deixa para eu poder falar sobre uma das mais icônicas cervejas que existem!


Cerveja dourada, levemente turva, espuma cremosa de ótima formação e duração e 8,5% de teor alcoólico.

O aroma vem carregado de notas florais e de frutas, principalmente de frutas amarelas, cortesia do lúpulo, além de malte e uma sensação de fermento.

No paladar, banana, notas cítricas, condimentos, lúpulo. O final é seco e doce.

Surpreendente pelo alto teor alcoólico, é uma cerveja muito fácil de beber, onde o álcool é muito bem inserido na cerveja, o que pode enganar o bebedor menos atento.

Ótima cerveja. Um ícone. Não deixe de experimentá-la!

----------------------------------------------------------

video

www.duvel.be

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Notícias cervejeiras

Japonesa Kirin fecha acordo e fica com 100% da Schincariol

Mariana Barbosa

A japonesa Kirin fechou a compra da totalidade das ações da Schincariol. Desde que adquiriu o controle (50,45%) da cervejaria brasileira, por R$ 3,95 bilhões, em agosto, a Kirin se viu envolvida em uma disputa com os sócios minoritários, detentores do restante das ações.

A contenda foi parar nos tribunais, mas ontem as partes chegaram a um acordo sobre valores. Os irmãos Gilberto, José Augusto e Daniela pleiteavam o mesmo valor pago aos majoritários, mas acabaram vendendo 49,55% das ações por R$ 2,3 bilhões.

As negociações da Kirin com os minoritários se intensificaram depois que os três irmãos foram derrotados na Justiça em sua tentativa de impedir a venda do controle, no início de outubro.

Eles haviam conseguido congelar a venda por meio de uma liminar concedida pela 1º Vara Cível de Itu, interior de São Paulo e sede da companhia, três dias depois de o negócio ter sido anunciado.

O argumento era que uma cláusula do acordo de acionistas lhes dava direito de preferência para adquirir o controle da empresa. A decisão que derrubou a liminar deixou pouca margem para recursos.

Com a derrota na Justiça, os advogados dos minoritários, o escritório Teixeira e Martins, tentaram retardar a aprovação do negócio no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), via medidas burocráticas, como pedido de vistas ao processo.

Com o acordo, os minoritários se comprometem a retirar toda e qualquer ação que atrapalhe a concretização do negócio.

Com faturamento bruto de R$ 6 bilhões no ano passado, o grupo Schincariol perdeu recentemente o posto de vice-líder do mercado para a cervejaria Petrópolis.

A empresa tem 13 fábricas espalhadas pelo país e uma ampla rede de distribuição, ativos que mais atraíram os japoneses.

A empresa é dona das marcas de cerveja Nova Schin, Devassa, Baden Baden, entre outras, além de linhas de água, suco e refrigerante.

Havia tempos que os então sócios majoritários Adriano e Alexandre tentavam vender suas participações. Chegaram a negociar com Heineken e SABMiller, mas as negociações emperraram justamente por conta da oposição dos três primos.

Adriano, que preside a companhia, deve permanecer no posto por mais alguns meses apenas, quando a família toda se desligará do negócio.

A Kirin faturou R$ 41,5 bilhões no ano passado e tem suas operações concentradas na Ásia e na Oceania. No Brasil, a presença é tímida e focada na comunidade japonesa. Com um sócio local, produz saquê e molho de soja.

http://www1.folha.uol.com.br/