"Estamos quebrando barreiras", afirma o presidente Adriano Schincariol. "Conseguimos obter reconhecimento e nos posicionar com preço comparável ao de marcas centenárias."
Desde que Paris Hilton apareceu na janela indiscreta de um apartamento segurando uma lata de Devassa, polêmica campanha que foi ao ar no Carnaval, a marca conseguiu se colocar em 15 mil bares e restaurantes no eixo Rio-São Paulo -20% do total do mercado.
Bares e restaurantes respondem por 65% das vendas totais no Sudeste. Nos supermercados, responsáveis por 35% das vendas, a marca obteve penetração de 95%.
A marca já está entre os 15 produtos (de um total de 170) que mais geram lucro para a companhia, que detém 12% do mercado. A Ambev tem quase 70%.
Para conquistar os 80% de bares e restaurantes que ainda não vendem Devassa no Rio e
Schincariol não revela, mas a Folha apurou que vem mais Paris Hilton. A intenção é gerar tanto impacto como na primeira campanha, que bombou na internet, sobretudo após ter sua veiculação proibida pelo Conar.
Ainda que nacionalmente a Devassa tenha conquistado só 0,1% de participação, sua chegada tem incomodado.
A marca disputa diretamente com a líder Skol, que tem 33% do mercado nacional. Ambas estão na faixa de R$
Procurada, a AmBev disse que não fixa preço e que eventuais promoções são decisão do ponto de venda.
"Não dá para achar que vamos superar a Skol. Estamos competindo com a maior e mais agressiva cervejaria do mundo", diz Adriano. "Mas, até o fim do ano, a Devassa vai se tornar a principal marca da empresa."
A bem loura Paris Hilton também puxou as vendas das cervejas especiais da Devassa, microcervejaria carioca adquirida em 2007 por R$ 30 milhões. Em três meses, as vendas cresceram 50%.









