quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Guinness 250 anos



Foi num 31 de dezembro de 1759 que Arthur Guinness assinou o termo de uso de uma fábrica desocupada em Saint James´s Gate, em Dublin, por 9000 anos.



Mas mal sabia ele que aquele contrato assinado a 250 anos atrás deu inicio a uma das conhecidas cervejas de todo o mundo. Uma verdadeira lenda. Cerveja que praticamente define um estilo.

É praticamente impossível falar sobre uma marca com tamanha tradição. Vai então algumas curiosidades:

-A cerveja é feita usando os mesmos ingredientes: água, cevada, lúpulo e fermento;
-Sua cor é rubi, e é o malte tostado que confere essa cor;
-É feita em 45 países, vendida em mais de 150;
-Cerca de 10 milhões de pints são vendidos diariamente;
-O tucano aparece nas propagandas da cerveja desde a década de 1930/1940, e se tornou tão famoso quanto a harpa, também um dos símbolos nacionais da Irlanda.

Ai lembrei de um episódio de "The Simpsons", que eles vão para a Irlanda. Várias referências sobre a Guinness:

video

Quer comemorar também?? Então abra sua Guinness e Slàinte!!

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Enfim, agora passo a régua e fecho a conta.

Que vocês se comportem e até ano que vem!!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Pasteur, pasteurização e a cerveja



A mais ou menos 155 anos, Louis Pasteur, que se estivesse vivo, completaria hoje 187 anos, foi procurado por um fabricante de vinhos para tentar solucionar alguns problemas na produção, pois o vinho azedava. O resultado desses estudos resultou em Mémoire sur la Fermentation Alcoolique, publicado em 1860, onde ele demonstra a a participação de seres vivos no processo da fermentação, pois até aquela época, a idéia dominante era de que o processo era de natureza não orgânica.

Pasteur descobriu que as leveduras faziam fermentar os mostos, transformavam o açúcar em álcool, convertiam o vinho em vinagre.

Anos mais tarde, aplicou à fermentação da cerveja a mesma técnica de estudo usada para o vinho. Seu livro Études sur la bière, publicado em 1876 revolucionou a indústria de bebidas.
A dinamarquesa Carlsberg, em 1875, instalou um laboratório bioquímico na própria cervejaria, onde com estudos do Dr. Emil Hansen, foi descoberto várias espécies de leveduras adequadas para a produção da cerveja.

Seu esforço o levou a estudar métodos de esterilização, de onde nasceu a pasteurização, que consiste em, simplesmente, no aquecimento a baixa temperatura (50 a 70°C) com resfriamento rápido. Isto reduzia então o número de microorganismos, sem alterar as qualidades e o sabor da cerveja.

Ou seja, a produção em larga escala só foi possível graças aos estudos de Louis Pasteur, um dos heróis desse blog.

Hummmm... lugares da cerveja

Date taken: July 07, 1949
Photographer: Frank Scherschel

domingo, 20 de dezembro de 2009

Hummmm... lugares da cerveja

Date taken: July 07, 1949
Photographer: Frank Scherschel

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Notícias cervejeiras (Extra!!!)

Esse texto não é meu. É do Rogério Cezar de Cerqueira Leite, físico e professor da Unicamp, e foi publicado hoje, na Folha de S. Paulo:

A cerveja: bebendo gato por lebre

Rogério Cezar de Cerqueira Leite

O Brasil é o quarto maior produtor de cerveja, com pouco mais de 10 bilhões de litros por ano. A China é o maior de todos, com 35 bilhões, e os EUA são o segundo, com 24 bilhões. A Alemanha vem em terceiro, com uma produção apenas 5% maior que a brasileira.
Segundo norma autorregulatória da indústria cervejeira alemã, a cerveja é composta única e exclusivamente por apenas três elementos, cevada, lúpulo e água, tendo como interveniente um fermento. Tradicionalmente, o termo malte designa única e precisamente a cevada germinada.
O malte pode substituir a cevada total ou parcialmente. A malandragem começa aqui. Com frequência, lê-se em rótulos de cervejas a expressão "cereais maltados" ou simplesmente "malte", dissimulando assim a natureza do ingrediente principal na composição da bebida.
Com a aplicação desse termo a qualquer cereal germinado, a indústria cervejeira pode optar por cereais mais baratos, ocultando essa opção.
O poder da indústria cervejeira no Brasil (lobby, tráfico de influência etc.) deve ser imenso. Basta lembrar que convenceram as autoridades (in)competentes nacionais de que não estavam violentando normas que regulam a formação de monopólios ao agregar Brahma e Antártica - o que constituiria então cerca de 70% do consumo nacional - com o argumento de que só assim poderiam concorrer no mercado globalizado. Mas depois foram gostosamente absorvidas por uma multinacional do ramo, certamente uma forma sutil de realizar a concorrência prometida. E não foi tomada nenhuma providência.
Aliás, sempre que aparecia no cenário uma empresa nascente que, pela qualidade, pudesse despertar no brasileiro uma eventual discriminação quanto ao sabor, era ela acuada por todos os meios possíveis e finalmente absorvida, e sua produção, reduzida ao mesmo nível da mediocridade dos produtos das duas gigantes.
Aparentemente, o receio era o de que a população cervejeira, ao ser exposta a diferentes e mais sofisticados exemplos, desenvolvesse algum bom gosto e, consequentemente, passasse a demandar cerveja de qualidade.
A cerveja brasileira (com pequenas e honrosas exceções) é como pão de forma: mata a sede, mas não satisfaz o paladar exigente.
Para esclarecer a questão da má qualidade da cerveja brasileira, vamos fazer alguns cálculos.
A produção nacional de cevada tem ficado nos últimos anos entre 200 mil e 250 mil toneladas, das quais entre 60% e 80% são aproveitados pela indústria cervejeira. Essa produção agrícola tem sido suplementada por importação de quantidade equivalente. Em média, portanto, cerca de 400 mil toneladas de cevada são consumidas na indústria da cerveja no Brasil, presumindo-se que quase toda a importação tenha essa finalidade.
O índice de conversão entre a cevada e o álcool é, em média, de 220 litros por tonelada. Como as cervejas brasileiras têm um teor de álcool de 5%, podemos concluir que seria necessário que houvesse pelo menos seis vezes a quantidade de cevada hoje disponível para a indústria nacional da cerveja. Portanto, a menos que um fenômeno semelhante àquele do "milagre da multiplicação dos pães" esteja ocorrendo, o álcool proveniente da cevada na cerveja brasileira representa cerca de 15% do total.
Há pouco mais de duas décadas foi publicado um relatório de uma tradicional instituição científica do Estado de São Paulo segundo o qual análises de cervejas brasileiras mostravam que um pouco menos que 50% do conteúdo da bebida era proveniente de milho (obviamente sem considerar a água contida).
Como o índice de conversão de grão em álcool para o milho é 80% maior que para a cevada, podemos considerar que a conclusão do relatório em questão atua como álibi, pois satisfaria normas vigentes. Isso também explica a preferência dos produtores de cerveja pelo milho, pois os preços da tonelada dos dois cereais são aproximadamente os mesmos, apesar de consideráveis oscilações.
Esses números permitem, todavia, concluir que o milho (e outros eventuais cereais que não a cevada) constitui, em peso, quase três quartos da matéria-prima da cerveja brasileira, revelando sua vocação para homogeneização e crescente vulgaridade.
Outro determinante da baixa qualidade da cerveja brasileira é a adição de aditivos químicos para a conservação. O mal não está só nessa condição, mas na sua necessidade. O lúpulo em cervejas de qualidade, sejam "lagers", sejam "ales", é o componente responsável pela conservação - além, obviamente, de suas qualidades de paladar.
Depreende-se daí que os concentrados de lúpulo usados na cerveja brasileira são de baixa qualidade. O que é inexplicável e de lamentar, entretanto, é que as autoridades brasileiras, tão zelosas para com alimentos corriqueiros, sejam tão omissas quando se trata da bebida nacional mais popular e de maior consumo e permitam que o cidadão brasileiro beba gato por lebre.

Folha de S. Paulo, Opinião A3, 18/12/09

domingo, 13 de dezembro de 2009

Hummmm... lugares da cerveja


Jet pilots of 5th Air Force at party at Officers' Club, seated around piano singing, drinking beer.

Location: Korea
Date taken: September 1953
Photographer: Michael Rougier

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Uno (ou água, malte, lúpulo e... romã)

A romã (Punica granatum), fruta nativa e domesticada no Irã por volta do ano 2000 A.C., foi levada pelos fenícios para o Mediterrâneo, de onde se difundiu para as Américas, chegando por aqui pelas mãos dos portugueses. É associada às paixões e fecundidade, além de seus benefícios medicinais. Também é sinônimo de boa sorte, principalmente no ano novo.
E agora virou cerveja!

Comemorando 1 ano de seu Melograno (romã, em italiano), Edu Passarelli juntamente com o pessoal da Bamberg desenvolveram essa bela cerveja para comemorar a data.



O resultado é esse ai, uma Belgian Ale, onde fica bem evidente que o grande atrativo é a romã, seja no aroma, seja no paladar.

De aparência entre ocre e grená, espuma de média duração e formação e mais 5,5% de teor alcoólico.

O aroma é bem frutado, cítrico, com, como já disse, destaque para a romã. O mesmo no paladar, o que me fez lembrar das cervejas do estilo Lambic.

É uma cerveja interessante, bastante refrescante e com bom drinkability.

Parabéns ao Edu e a Bamberg pela cerveja, e que muitas outras ainda venham!

Ah sim, para experimentar a Uno, só indo ao Melograno (Rua Aspicuelta, 436, Vila Madalena).

domingo, 6 de dezembro de 2009

Hummmmm cerveja pictures apresenta...

video

E parabéns ao Flamengo, campeão brasileiro de 2009.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Hummmm... lugares da cerveja


A radar sandwich laying next to a glass of beer.
Location: Milwaukee, WI
Date taken: July 1949
Photographer: Frank Scherschel

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Hummmmm cerveja pictures apresenta...

Bom, conforme havia prometido, caso encontrasse mais algum videozinho, ia postar aqui. Como promessa é dívida, aqui vai mais um, sobre os tipos de cerveja.
Divirtam-se então:

video

Não lembro se existem outros. Vou procurar. Se encontrar, vocês vão ver...

Painted Bronze



Painted Bronze, 1960
(Jasper Johns)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Notícias cervejeiras


Seguinte moçada, como o Bob já havia adiantado, começou ontem, dia 30 de novembro, e vai até 15 de março do ano que vem, as inscrições para o III Concurso Mestre Cervejeiro Eisenbahn.
O julgamento será realizado no dia 20 de março.

Para essa edição, o estilo escolhido foi o Belgian Dubbel, cervejas tipo Ale, de corpo médio e coloração que varia do avermelhado ao marrom escuro. O sabor é adocicado de malte, com amargor médio e aroma de caramelo com notas de chocolate.

Como nas edições anteriores, o vencedor do concurso produzirá a sua cerveja dentro da fábrica da Eisenbahn.

Então é isso. Mãos à cevada e boa sorte a todos!!!