A entrevista desse mês é com o pessoal do Brejas, um site bem legal com curiosidades e também com o único ranking de cervejas avaliadas no Brasil.
Confiram como foi esse bate papo:
Humcerveja - Galera, antes de começarmos, obrigado a todos pela participação. Para começar nosso bate-papo, por favor, se apresentem aos nossos leitores.
Mauricio Betramelli - Advogado, nasci gostando de cervejar e viajar. Como todo adolescente, colecionava latinhas de cervejas importadas pelo que, obviamente, tomava o conteúdo de todas elas antes de guardar. Daí nasceu a paixão pela diversidade cervejeira, agravada pela primeira viagem que fiz à Europa em 2004, quando também passei pela Bélgica. A partir de então, já fiz outras viagens ao Velho Continente, sempre experimentando as cervejas que encontrei e anotando suas impressões degustativas e outras histórias, com as quais brindo os visitantes do site BREJAS.
Daniel Calichio - Advogado, praticante de futebol, trekking e golfe. Já foi colecionador de latinhas de cerveja, tendo despachado, em 1996, mais de 90 delas da Europa. Atualmente, é o colecionador de tampinhas da galera do Brejas. Sua história cervejística começou na adolescência, porém discretamente. Foi apenas em 2004, após o primeiro gole de uma belga, que tudo mudou radicalmente. Ali nascia um apreciador de cervejas... Tem uma forte queda pelas cervejas do estilo “brune”, de preferência com notas florais e frutadas.
Ricardo Sangion - Publicitário, marketeiro, fanático por tecnologia. Entrou pra faculdade sem gostar de cerveja. Em festas e aniversários, era obrigado a tomá-las para não fazer disfeita aos anfitriões, que não se conformavam com o fato de não gostar de cerveja. Vai ver que era só por ter tomado Pilsen aguada até então. O fato é que, depois que descobriu o que é cerveja de verdade, virou paixão.
Além da cerveja, seus outros hobbies são quadrinhos (ou gibis) e jogos eletrônicos, especialmente no celular.
Alexandre Menke - Alexandre Menke ou simplesmente Menke; professor de Física na maior parte do dia, gosta de um rock’n roll quando dá tempo. Apreciador de boas conversas com cerveja e, se possível, um coraçãozinho de galinha porque ninguém é de ferro. Vem de família de alemães. Além de altas taxas de colesterol, herdou do velho mundo o gosto pela cerveja, bebida amarga e de personalidade. De qualquer tipo e quanto mais diferente, melhor.
Guilherme Scalzilli - Historiador e escritor, empresário nas horas vagas. Antigo apreciador dechurrasco gorduroso e Brahma de garrafa. Ainda não conseguiu memorizar as importadas preferidas. Gosta de todas que forem extremamente alcoólicas, turvas, de gosto forte e doce.
Deu os primeiros passos na aventura cervejeira, como em tantas outras coisas, com a presença ilustre de Michel Wagner. Dizem que foi uma Chimay azul, e não tem por que duvidar. Depois veio uma St Bernardus ganha de presente, adquirida nas andanças embevecidas de Bruges. E, desde então,tonéis de elixires variados. Aliás, vai encher a cara com qualidade assim na casa do chapeau banana.
Humcerveja - Qual foi a primeira cerveja que vocês beberam?
Mauricio - Como todo mundo, comecei tomando uma “macro” nacional (impossível lembrar qual) cujo copo foi furtado de um tio meu, beberrão de estirpe, em alguma festinha de família. Nos idos dos anos 70, eu queria saber que diabos tinha naquele líquido que todo mundo bebia sem parar. Cerveja “de verdade” foi na Europa, aquela Chimay azul que mudou a vida de muitos dos confrades de BREJAS...
Menke - A primeira, aquela que ficou na lembrança, foi um chope da Antarctica nos idos de 1986. Nossa...
Sangion - Brahma foi a 1ª, cerveja que meu pai tomava na época e os filhos davam “bicadas na espuma”, década de 80. Cerveja de verdade também foi a Chimay Azul tomada em 2007 na casa do Miga em Genebra.
Calichio - A minha primeira foi alguma pale lager nacional que não me lembro, talvez uma Brahma ou uma Skol. Já a primeira "de verdade" foi uma Chimay azul.
Guilherme - Foi uma Kaiser quente, copo de plástico, sorvida com amigos num auto-lanche que desapareceu há muito. Isso pelos idos de 1987. Vinte anos, caraca!
Acho que começamos a degustar seriamente com uma seleção de trapistas. St Bernardus, talvez. A Chimay azul estava entre elas.
Humcerveja - Qual é a sua cerveja favorita?
Mauricio - Por enquanto, Westvleteren 8. Pra mim, perfeita combinação de “força” e sabor. Mas estou sempre em busca da cerveja perfeita...
Menke - É injustiça destacar uma só, então vão 3: La Fin du Monde, Rochefort 8 e Chapeau Banana.
Daniel - Rochefort 8º.
Sangion - Em garrafa, últimamente tem sido a Tripel Karmeliet, mas ainda tenho ótimas recordações da Staminèe de Garre e sua tripel na pressão, que só pode ser encontrada em Bruges/Bégica.
Guilherme - Goulden Carolus, La Trappe Quadrupel, Tripel Karmeliet.
Humcerveja - E qual foi a pior de todas que já tomaram?
Mauricio - Lasko, eslovena. Não dá pra encarar (recebeu 0,93 de média).
Menke - Certamente a Belzebuth, que tem 13,9% de álcool. O problema dela não é a alta gradação alcoólica, mas é que o gosto dela é só de álcool, quase mais nada. Sobe no nariz e estraga o que vier junto. Nem é a minha pior nota na planilha, porque um pouco de personalidade ela tem, e tem gente que gosta desse gosto exagerado de álcool, mas eu não peço de novo nunca mais (essa cerveja recebeu média de 1,8).
Ricardo - olha, são várias, mas a que veio primeiro em minha mente foi a Skol Lemon. Teria sido mais facil misturar cerveja e refrigerante, assim não tinha como errar. A Skol Lemon lembra produto de limpeza.
Calichio - Lasko (da Eslovênia). Foi jogada no lixo.
Guilherme - Para horror dos verdadeiros apreciadores, a Chantillon. Porrada n´orêia. A
Lasko (da Eslovênia) pareceu horrível na hora, mas sei lá... não era salgada e azeda como a dita cuja acima.
Humcerveja - Como surgiu a idéia de criar um site para rankear as cervejas? Falta do que fazer? (brincadeira)
Brejas - O nascimento de BREJAS aconteceu, na verdade, numa tarde qualquer em Genebra, na Suíça, na sacada do apartamento do confrade Miga. Foi lá que ele, macaco velho, nos apresentou a primeira cerveja belga, mais precisamente uma Chimay Blue seguida de uma St. Bernardus Pater 12 (a velha cerveja do Padrinho) e mais algumas preciosidades. Ali nascia a nossa percepção de que o mundo ia muito além da Brahma.
Nesta mesma viagem à Europa, na qual participaram os confrades Mauricio, Daniel Calichio, Guilherme e Sangion, já se começou a esboçar o que viria a ser o nosso ranking de cervejas que hoje disponibilizamos aos visitantes do www.brejas.com.br.
Desde então, com a “adesão” dos nossos velhos amigos Menke e Dani às fileiras cervejeiras, os confrades brejeiros se reúnem freqüentemente para realizar sessões degustativas e falar bobagem, que ninguém é de ferro... O resultado é o que você vê no nosso site.
Humcerveja - Pessoal, obrigado a todos pela entrevista e muito boa sorte com o site. O espaço final é todo de vocês.
Brejas - Nós que agradecemos a oportunidade de compartilhar um pouco de nossa história com vocês e reforçamos o convite para que sempre visitem o Brejas para ver as novas cervejas avaliadas e também acompanhar as histórias e artigos em nosso Blog. Abraços a todos e lembrem-se: Se for dirigir, não beba, se for beber, nos convide!!
http://www.brejas.com.br/index.shtml